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21/09/2012

Centro Histórico do Rio de Janeiro


Quando se fala em Rio de Janeiro, o que vem a mente? Pedra da Gávea, Pão de Açúcar,  Cristo Redentor, Lapa, bossa-nova, samba, Ipanema e por aí vai. Mas já pensou em fazer um passeio por igrejas, espaços culturais e praças? Não?! Olha, é um roteiro diferente e interessante. Que tal conhecer essas dicas e fazer um passeio pelo centro histórico da cidade maravilhosa?

O passeio pelos pontos turísticos pode ser feito a pé e em dias úteis, em horário comercial, quando a maioria das igrejas permanece aberta, a região está mais policiada, há vários táxis em circulação e os restaurantes estão funcionando. Entretanto, nos fins de semana, têm lugar importantes atrações, como as missas e os eventos nos centros culturais (mostras, peças e exposições) e, embora a segurança deixe a desejar e a vivacidade seja menor nas ruas do Centro, nada o impede de realizar o roteiro.

Os pontos turísticos apontados aqui, permitem que os turistas e visitantes conheçam muitas igrejas imponentes e exuberantes e muitos centros culturais instalados próximos a Baía de Guanabara.

Vamos as dicas!

1. Igreja do Mosteiro de São Bento – Expressão máxima do barroco na cidade, a igreja cuja construção data de 1633 a 1690 tem uma fachada austera que esconde um rico interior revestido por talhas de madeira dourada. Os oito magníficos altares laterais ostentam as imagens dos séculos XVII e XVIII. Não deixe de apreciar as delicadas formas dos anjos que adornam seu interior. Na sacristia, destaca-se o Cristo representado no painel Senhor dos martírios, pintado em 1690 por frei Ricardo do Pilar, autor de outros quadros do mosteiro. Aos domingos, às 10 horas, realiza-se a concorrida missa em que os monges entoam cantos gregorianos – para ouvi-los deve-se chegar ao local com bastante antecedência. Endereço: Rua D. Gerardo, 68, Centro, tel. (21) 2291-7122. Todos os dias das 8h às 11h e das 14h30 às18h.




2. Centro Cultural dos Correios - O prédio em estilo eclético que sediaria uma escola profissionalizante do Lloyd brasileiro teve sua construção iniciada por volta de 1920. Porém, antes mesmo da inauguração, em 1922, já havia sido transferido para os Correios, cuja administração funcionou no local até a década de 1980. Após ser desativada, passou por reformas e, em 1993, foi transformado em centro cultural. Preservaram-se elementos característicos da época de sua construção, como o elevador, para três pessoas, além do ascensorista. Exposições de arte gratuita são realizadas em suas salas, enquanto filmes, peças e apresentações de música brasileira de concerto concentram-se em um auditório para duzentas pessoas. O térreo abriga uma pequena galeria para exposições, uma agradável cafeteria e uma agência dos Correios em funcionamento, assim se estiver por lá, aproveite e envie um cartão postal da cidade para um amigo. (Ele vai morrer de inveja, hehehe!). Na praça dos Correios, ao lado, podem ocorrer eventos ao ar livre. Endereço: Rua Visconde De Itaboraí, 20, Centro, tel. (21) 2253-1580. Terça a domingo das 12h às 19h.




3. Casa França-Brasil – O projeto – primeiro registro do estilo neoclássico na cidade – é do arquiteto francês Grandjean de Montigny, que veio ao país em 1816 com a Missão Francesa. (A Missão Francesa foi chefiada pelo intelectual Joaquim Lebreton e trouxe diversos artistas com Nicolas Taunay e Jean-Baptiste Debret, além do arquiteto Grandjean. Essa missão teria sido uma iniciativa de dom João VI para formar no Brasil a Academia de Artes e Ofícios e inaugurar o ensino sistemático da arte. Lebreton trouxe consigo uma pequena coleção de quadros, que deu origem ao acervo existente no Museu Nacional de Belas-Artes.) Inaugurado em 1820 como praça do comércio, o espaço foi utilizado depois como Alfândega, arquivo de bancos e finalmente, de 1956 a 1978, como sede do Segundo Tribunal do Júri. Hoje funciona como centro cultural, sem acervo próprio, e abriga exposições ao longo do ano. Para saber sobre a programação visite o site Casa França-Brasil. Merece apreciação as 24 colunas em estilo dórico (de madeira com pintura de trompe l’oeil que imita mármore) que demarcam a área sob a grande abóboda central com clarabóia no alto. Há uma pequena livraria, café e um cinema. Nos fundos da Casa funciona o Arte Temperada Bistrô e Buffet, com opções de pratos franceses e alguns brasileiros, e abre diariamente (tel. (21) 2253-2589, todos os dias das 12h às 19h). Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, 78, Centro, tel. (21) 2253-5366, terça a domingo das 12h às20h.




4. Igreja da Ordem Terceira do Carmo – Inaugurada por volta de 1770, é uma das únicas igrejas da cidade cuja fachada é totalmente revestida de pedra. Entre os destaques, seis altares que representam os passos da Paixão de Cristo e, na sacristia, um lavabo de mármore assinado por Valentim da Fonseca e Silva, o mestre Valentim. No altar-mor há uma imagem rara: a da santa Emerenciana, tida como bisavó de Jesus, representada como a filha Santa Ana (mãe de Maria e avó de Jesus) em seus braços. Endereço: Rua 1º de Março, s/n, Centro, tel. (21) 2242-4828. Segunda a sexta das 8h às 16h; sábado das 8h às12h.




5. Igreja Nossa Senhora da Candelária – A atual construção erguida entre 1775 e 1898, substituiu a original do fim do século XVI. O interior é revestido de mármore e, no teto da nave, há painéis de Zeferino da Costa, executados por volta de 1880, que narram a história da igreja. As belas portas de bronze do escultor português Antônio Teixeira Lopes foram instaladas em 1901. Em frente pode se ver a escultura Mulher com ânfora de autoria de Humberto Cozzo. Endereço: Praça Pio X, Centro, tel. (21) 2233-2324. Segunda a sexta das 8h às 16h; sábado das 8h às12h e domingo das 9h às 13h.




6. Igreja Nossa Senhora da Lapa dos Mercadores – Situada na histórica rua do Ouvidor, a modesta igreja é considerada por muitos a mais charmosa da cidade – internamente toda esculpida com madeira, possui clarabóia na sacristia. Erguida por mascates em 1750 como um oratório público, passou por ampla remodelação no século XIX. Em 1893, durante a Revolta da Armada – sublevação da Marinha contra o governo -, uma bala de canhão endereçada ao Palácio do Itamaraty atingiu o campanário e derrubou uma imagem de mármore de Nossa Senhora. A estátua (qe escapou incólume) e o artefato que a atingiu estão na sacristia. Aproveite a visita para admirar na rua os sobrados com fachadas decoradas e o calçamento de paralelepípedos. Endereço: Rua do Ouvidor, 35, Centro, tel (21) 2509-2339. Segunda a sexta das 8h às 14h.




7. Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) - Erguido entre 1880 e 1906, o prédio onde hoje funciona o CCBB foi projetado em estilo neoclássico por Francisco Joaquim Bethencourt da Silva, seguidor de Grandjean de Montigny. Construído para sediar a Praça do Comércio (espécie de Bolsa de Valores da época), tornou-se propriedade do Banco do Brasil na década de 1920 e, desde 1989, abriga o centro cultural. Nele ocorrem algumas das atrações mais respeitadas da cidade, entre exposições de arte de qualidade, eventos musicais e peças de teatro. Funciona também como ponto de encontro, lazer e happy hour, pois dispõe de cinema, biblioteca, livraria e restaurante. Repare na arquitetura do prédio, no belo hall central e no requinte das colunas e dos ornamentos. Endereço: Rua 1º de Março, 66, Centro, tel. (21) 3808-2020. Terça a domingo das 10h às 21h.




8. Real Gabinete Português de Leitura - A mais espetacular biblioteca de obras portuguesas fora de Portugal, com pelo menos 350 mil títulos, fica num edifício datado de 1837 em estilo neomanuelino. O imponente e belo salão de leitura, de pé-direito alto, deixa à mostra a estrutura metálica decorada com motivos medievais dourados, que termina em um vitral de ferro e vidro que cobre todo o salão. As mesas de leitura são de jacarandá trabalhado. Entre as raridades, estão oas Ordenações de dom Manuel, por Jacob Cromberger, editadas em 1521; manuscritos de Amor de Perdição, de Camilo Castelo Branco; e o Dicionário de língua tupy, de Golçalves Dias. Parte do acervo pode ser visitada, à exceção das obras raras. Endereço: R. Luís de Camões, 30, Centro, tel. (21)2221-3138. Segunda a sexta de 9h às 18h.




9. Centro de Arte Hélio Oiticica - O prédio é uma imponente construção do século XIX, em estilo neoclássico e foi concebida para receber o Conservatório de Música e hoje abriga a coleção de um dos artistas brasileiros mais radicais entre os anos de 1960 a 1970, criador dos parangolés, obras de arte multicoloridas que podem ser vestidas como capas. Em suas seis galerias ocorrem algumas exposições temporárias de artistas consagrados. Endereço: R. Luís de Camões, 68, Centro, tel. (21) 2232-1104. Terça a sexta das 11h  às 18h; sábado, domingo e feriados das 11h ás 17h.




10 Igreja de São Francisco de Paula – Originalmente uma ermida que se tornou capela e depois igreja, tem a pedra fundamental datada de 1759, embora só tenha ficado pronta em 1865. Apresenta fachada de traços barrocos, com frontão curvilíneo em cantaria, e apesar de mal conservada e cercada de vendedores ambulantes, merece ser visitada pelas surpresas que podem ser admiradas em seu interior, como os vitrais vindos de Munique, e os ornamentos feitos por Mestre Valentim na capela-mor, os entalhes de Antônio de Pádua Castro e as pinturas de Vítor Meireles. Endereço: Largo de São Francisco, s/n, Centro, tel. (21) 2509-0067. Segunda a sexta das 9h às 13h.




11. Espaço Cultural da Marinha - Tem destaque o navio-museu Bauru, o submarino-museu Riachuelo e a galeota a remo de 1808, usada pela família imperial. Há ainda instrumentos de navegação e objetos de naus que naufragaram. O local oferece visita guiada à ilha Fiscal, com interessantes construções neogóticas e onde foi realizado o último baile da monarquia, dias antes da proclamação da República. Endereço: Av. Alfredo Agache, s/n, Centro, tel (21) 2104-6025. Terça a domingo das 12 às 17h. Passeios à ilha Fiscal: quinta a domingo às 13h, 14h30 e 16h.

12. Paço Imperial – Construída em 1743, este palácio em estilo colonial serviu como residência dos vice-reis, foi sede do governo português a partir de 1808 com a chegada de Dom João e sua corte, assistiu a elevação da colônia à condição de Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves em 1815 e finalmente transformou-se em sede do governo imperial a partir de 1822. O prédio, tombado como patrimônio histórico, foi palco de acontecimentos importantes, como a aclamação de dom João VI como rei de Portugal, o Dia do Fico e a assinatura da Lei Áurea. Após a Proclamação da República, foi sede dos Correios e Telégrafos; restaurado em 1985, passou a ser utilizado como centro cultural, com boa programação de arte contemporânea e sala de cinema. Para saber da programação acesse Paco Imperial (www.pacoimperial.com.br). Há ainda o sebo Livraria Imperial, com acervo de artes e ciências humanas (tel. (21) 2533-4537. Segunda a sexta das 9h às 20h; sábado das 11h às 17h), a loja de música Arlequim (tel. (21) 2240-9398. Segunda a Sexta das 9h às 20h; sábado das 10h às 17h) e o Bistrô do Paço (tel. (21) 2262-3613. Todos os dias das 11h às 19h). Endereço: Praça 15 de Novembro , 48, Centro, tel. (21) 2533-4491. Terça a domingo das 12h às 18h.



13. Igreja Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé - Erguida em 1761, ostenta em seu interior talha em estilo rococó, de mestre Inácio Ferreira Pinto, altar-mor com entalhes em prata lavada, lavatório em mármore e teto decorado com majestosos painéis. Nela, foram realizadas as mais importantes cerimônias católicas da cidade, como a missa de coroação de dom Pedro I, o batizado e o casamento de dom Pedro II e da princesa Isabel. Infelizmente o exterior sofreu alterações, perdendo muitos elementos originais. Endereço: Rua 7 de Setembro, 15. esquina com a Rua 1º de Março, Centro, tel. (21) 2242-7766. Segunda a sexta e todo primeiro sábado do mês ads 8h às 16h.




14. Praça Quinze e Estação das Barcas – A praça Quinze de Novembro guarda relíquias históricas, como o Paço Imperial e o chafariz do Mestre Valentim, em forma de pirâmide, construído em 1789, com mármore e gnaisse (pedra de galho), para substituir um primeiro, datado de 1750. Da praça, vê-se também o pequeno Arco do Teles, uma passagem construída pela família Teles de Meneses no século XVIII. A Estação das Barcas, onde se situava o antigo Cais Pharoux, porta de entrada e saída da cidade, foi erguida no século XIX, com balsas para Niterói. Hoje, faz a ligação entre Rio, Niterói e Paquetá e funciona 24 horas, com saídas regulares. Confira os horários no site Barcas S/A (www.barcas-sa.com.br) ou ligue para (21)4004-3113. No centro da praça está o Monumento ao General Osório, bronze do escultor Rodolfo Bernardeli feito entre 1888 e 1894.


15. Igreja Nossa Senhora do Bonsucesso – No século XVI, a fundação da Santa Casa de Misericórdia impulsionou a construção de uma pequena capela de barro, sob a administração do hospital. Desde então, a igreja, também conhecida como Nossa Senhora da Misericórdia e Santa Isabel, sofreu inúmeras reformas, sobretudo entre os séculos XVII e XVIII, quando recebeu o nome atual. A fachada é fruto de uma grande reconstrução do século XIX e XVIII., quando recebeu o nome atual. a fachada é fruto de uma grande reconstrução do século XIX, que também acrescentou uma cúpula a capela-mor. No interior, destacam-se os retábulos do século XVII, que são os mais antigos da cidade, e o púlpito, oriundos do antigo Colégio dos Jesuítas no morro do Castelo, demolido em 1922. Endereço: Largo da Misericórdia, s/n, Centro, tel. (21) 2220-3001. Segunda a sexta das 7h às15h30.




O Rio de Janeiro guarda muitas surpresas e também muita história que é contada através de seus casarões antigos, igrejas, praças, museus entre outros pontos turísticos. No primeiro post sobre o Centro Histórico do Rio de Janeiro, falamos sobre algumas atrações presentes no centro e que muitos turistas, que visitam a Cidade Maravilhosa, esquecem que existe.

Continuando com as dicas sobre o centro histórico do Rio de Janeiro, vamos dar mais sete dicas legais além de 3 dicas de restaurantes e bares que também tem história para contar.
Depois de andar tanto, uma parada para recarregar as baterias é obrigatória. As estreitas e históricias ruas do Centro é recheada por botecos e restaurantes, sobretudo os de influência portuguesa e muitos tem mais de cem anos de existência. Então, que tal visitar e saborear algo nos centenários botequins do centro? Para fechar essa matéria, nada melhor do que dicas sobre restaurantes e bares situados bem próximos dos pontos turísticos do centro. Aí vão três preciosas dicas.

1. No tradicional e agradável Rio Minho, aberto em 1884, pode-se saborear um petisco no balcão enquanto se admiram seus azulejos. O lugar ganhou fama por servir pratos como a sopa Leão Veloso, à base de frutos do mar. Endereço: Rua do Ouvidor, 10, tel. (21) 2509-2338. Segunda a sexta das 11h às 16h.




2. O Bar do Luiz aberto em 1887 pelo alemão Adolf Rumjaneck, é uma instituição carioca. Desde 1927 no mesmo endereço, oferece chope gelado, cozinha alemã, além de embutidos, frios e carnes variadas. Ari Barroso e Bezerra da Silva foi alguns de seus frequentadores. Endereço: Rua da Carioca, 39, tel. (21) 2262-6900. Segunda a sábado das 11h às 23h30; domingo de 12h às 18h




3. O português Panafiel, fundado em 1913, com ambiente simples traz pratos fartos, e atrai para o almoço aqueles que querem saborear o arroz de lula e de pescadinha, o mocotó à portuguesa, a dobradinha e o bacalhau com arroz e brócolis. Endereço: Rua Senhor dos Passos, 121, tel. (21) 2224-6870. Segunda a sexta as 11h às 15h30.




Amigos,

Espero que tenham gostado... e curtam o passeio...

03/02/2012

Fim do Atlântico


Fim do Atlântico já pode ter começado no litoral do Sudeste

Estudo de brasileiros, russos e portugueses indica que afastamento da África se inverteria perto de Santos e RJ

Placa tectônica da América do Sul fica cada vez mais fina e instável; processo leva até 100 milhões de anos.

Por Salvador Nogueira

Diz a lenda que o continente de Atlântida afundou no mar e sumiu sem deixar vestígios, milhares de anos atrás. Pura cascata. Mas uma coisa é verdade: o próprio oceano Atlântico deve desaparecer no futuro ""a começar pelo litoral dos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro.


Calma, não há razão para desespero. Como todos os fenômenos geológicos, esse demorará para se desenrolar.

"Estamos falando de um processo de 50 milhões, 100 milhões de anos", diz Marcelo Assumpção, pesquisador da USP e coautor de um estudo com participação russa e liderado pelo geólogo português Fernando Marques, da Universidade de Lisboa.

CADÊ O SUMIÇO?

Uma primeira olhada sobre a posição dos continentes não parece sugerir nada que se assemelhe ao sumiço do Atlântico. Afinal, desde a última grande deriva continental, iniciada cerca de 250 milhões de anos atrás, a América do Sul e a África têm só se afastado, num processo que segue em andamento.

Para compreender a conclusão dos cientistas, é preciso saber o que está acontecendo debaixo da terra e dos oceanos do planeta. Com a abertura crescente do Atlântico, a chamada placa Sul-Americana (uma espécie de "balsa" que transporta o continente e se confronta com a placa de Nazca, no oceano Pacífico) vai se esticando e, com isso, afinando. Com isso, fica mais fria e, por consequência, mais pesada.

Ao peso aumentado se soma o fluxo de material que vem do continente e é levado pelos rios até o mar. A fragilização da placa somada ao peso adicional eventualmente fará com que ela afunde e comece a deslizar por baixo da placa Africana. "De repente o negócio afunda e aparece uma nova zona de subducção", explica Assumpção.

A GRANDE QUESTÃO

Até aí, praticamente todos os geólogos do mundo concordam. A novidade do estudo liderado por Marques consiste na análise matemática de dados sobre a espessura da placa em várias regiões do Atlântico, tanto do norte como do sul. Os resultados sugerem que a região mais provável para o início do surgimento dessa zona de subducção é o Sudeste do Brasil. "De todo o Atlântico, a primeira região que ficaria instável é o litoral na área de Santos e do Estado do Rio de Janeiro", afirma Assumpção.

E a cereja no bolo: haveria sinais de que esse processo já teria começado. Mas isso ainda é controverso. "Há alguns sinais, mas faltam medidas, e tem alguns dados que poderiam ser interpretados como início de afundamento, mas também poderiam ser outras coisas", diz ele.

O estudo já foi submetido a um periódico científico de alto impacto, embora a equipe siga procurando sinais que confirmem a hipótese.

"Realmente, conhecemos muito pouco sobre as regiões mais profundas da crosta no Brasil", diz Reinhardt Fuck, pesquisador da UnB (Universidade de Brasília) que coordenou recentemente um grande esforço de mapeamento da crosta na província Borborema, no Nordeste brasileiro, mas não teve envolvimento com o trabalho de Marques e seus colegas. "Se a conclusão for confirmada, é um resultado espetacular."

Afinal, não é todo dia que se vê o início de um grande evento geológico em pleno andamento. "É muito legal. E ninguém nessas regiões precisa se preocupar. Não tem impacto direto para elas, porque é um processo muito lento, que demora milhões de anos", diz Assumpção.

No futuro longínquo, contudo, é certo que cidades como Santos e Rio de Janeiro terão exatamente o mesmo destino que a lendária Atlântida.


11/12/2011

Rússia afirma: Apophis irá se chocar contra a Terra 

 


Estaria a NASA ocultando informações do grande público? Talvez, mas o que vimos nesse inicio de 2011 é um claro posicionamento dos astrônomos russos, apoiados pelos astrônomos da Europa, que colocam o Apophis como uma ameaça muito maior do que a citada pela NASA em recentes discursos, onde a agência americana coloca a possibilidade de choque do asteróide com a Terra em 2036 sendo 1 pra 250 mil.

Quando foi descoberto, em junho de 2004, a NASA chegou a afirmar que a possibilidade de um choque pra 2029 seria de 3%, depois surgiu o discurso de que, caso passasse em uma pequena fenda (keyhole, buraco de fechadura) quando da passagem em 2029, a chance de queda em 2036 seria certa, mas logo trataram de dizer que a possibilidade de entrada nesse keyhole era remota, primeiro em 1 em 45 mil e mais recentemente 1 em 250 mil.

No entanto os russos mostraram pensamento "um pouco divergente", pois sustentam que a passagem que ocorrerá próxima a Terra em 2029 (dez vezes mais perto do que a distância da Terra a Lua) já é garantia de que o asteróide ficará em ressonância gravitacional com a Terra devido ao seu tamanho (quase 400 metros) e peso (milhões de toneladas) e certamente cairá em 2036.

Prova da preocupação dos russos foi o recente discurso, feito em janeiro de 2011 pelo professor da universidade de São Petersburgo (antiga Leningrado) Leonid Sokolov à Tv russa, relatando que cientistas e astrônomos russos recalcularam a trajetória do asteróide e tem como certa sua colisão em 2036. Essa preocupação é partilhada com as agencias européias, tanto que em 7 de julho de 2011 cientistas e astrônomos de Rússia e União Européia pretendem lançar um projeto conjunto, em reunião que será realizada nesse dia. O projeto russo/europeu visa criar uma defesa global e estudo de tecnologias que possibilitem proteger a Terra da ameaça de colisão com o asteróide, pois a estimativa é que um choque do Apophis com a Terra seria o equivalente ao impacto de 70 mil bombas de Hiroshima.

Se caísse em qualquer continente causaria desastre completo no continente e caso caísse na água (opção mais provável segundo estudo do cientista Neil de Grasse Tyson) geraria dois paredões de água indo em direção oposta, que poderiam chegar a 1 kilometro de altura do ponto de impacto.



Sokolov, juntamente com o presidente da Agência Espacial Russa (Roscosmos), Anatoly Perminov desejam comparecer na reunião de julho. Bem, era isso que o senhor Perminov imaginava em fevereiro de 2011, inclusive ele próprio seguindo o exemplo de seu colega Sokolov, andou falando numa rádio russa que teve acesso a estudos “não oficiais” de cientistas russos que mostravam categoricamente que o impacto em 2036 é certo e que foram confirmados por ele como válidos. No entanto, no inicio de abril de 2011 , foi cogitada a demissão de Perminov da chefia da Agência Espacial Russa antes mesmo de efetuar a reunião com as agências européias. O motivo seria a “idade avançada” (65 anos), segundo o vice primeiro ministro Serguei Ivanov ao falar que esse seria o motivo para o afastamento em breve do presidente da Agência Espacial Russa ("coincidentemente" logo após ele revelar essas notícias bombásticas sobre o Apophis).

O local de encontro da reunião do dia 7 de julho seria “alinhavado” por Perminov durante as comemorações realizadas ao longo de alguns dias na Rússia pelos 50 anos do vôo espacial de Yuri Gagarin, onde vários cientistas e astrônomos europeus confirmaram presença para os festejos de 12 de abril.

Entre os projetos de Perminov, que estaria vivendo seus últimos dias no cargo de presidente da Roscosmos, estaria a criação até 2015 de uma nave com motor de propulsão nuclear, com o suposto objetivo de realizar uma viagem a Marte. Apesar da alta cúpula russa aparentemente desejar a “cabeça” de Perminov, na Europa ele está bem conceituado: ele foi reconhecido cavaleiro da Ordem da Legião de Honor francesa pela sua contribuição no desenvolvimento da cooperação russo-francesa na área cósmica, em particular na criação, do cosmódromo de Kourou, na Guyana Francesa e recebeu a poucos dias, no final de abril, a honraria na residência do embaixador francês em Moscou.


Exatamente hoje, 29 de abril, aproveitando que os olhos do mundo estão todos no casamento real inglês, o presidente Putin sacramentou a demissão de Perminov (na foto) e colocou em seu lugar o vice ministro russo da Defesa, Vladimir Popovkine.

Vamos aguardar pra ver se com um novo presidente na Roscosmos, o encontro com os europeus irá sair ou se ficará “esquecido”....veremos





O GRUPO VERDADE OCULTA indica links de pesquisa e outros blogs para sua busca. Mas alerta que é você quem deve fazer a seleção do que lhe convém como verdade. Não acredite em tudo que ler. Tenha sempre discernimento! Isso vale para tudo na vida. Apure suas leituras, investigue. A cada nova descoberta, pare para refletir. Só então continue. Assim, como um exercício de respiração: Inspire e expire! Leia e Reflita!


Maiores Informaçõe Em:

05/10/2011

Chernobil - 25 anos depois...



Os sinais da catástrofe com a usina nuclear na cidade ucraniana de Chernobil ainda permanecerão por séculos. Mas apesar do trauma coletivo na região afetada, as opiniões sobre o uso de energia nuclear ainda se dividem.  
 
Na manhã de 26 de abril de 1986, um experimento mau-sucedido com o sistema de resfriamento mudaria o destino dos moradores de Chernobil, na fronteira com a Bielorrússia. O reator número quatro do complexo nuclear – que naquele momento era símbolo da tecnologia soviética e orgulho socialista – derreteu, explodiu e durante dias lançou grande quantidade de material radioativo na atmosfera.

“Chuva nuclear”
 
 
As autoridades soviéticas foram lacônicas. Os primeiros alertas de índices elevados de radiação vieram de pesquisadores suecos. A notícia espalhou-se rapidamente pela Europa. Mas enquanto na Holanda as vacas foram confinadas e o espinafre foi tirado do mercado, o desfile de 1º de maio na Ucrânia foi realizado com a mesma pompa de sempre, como conta Tamara Smirnova, que morava nas proximidades de Chernobil na época do acidente.  
 
“1º de maio era o Dia do Trabalhador e havia desfiles especiais em cada cidade. As pessoas andavam normalmente pelas ruas, enquanto a chuva nuclear caía sobre nós. Depois de uma semana começaram a distribuir iodo. Mais tarde, nos demos conta do perigo, mas justamente na primeira semana as crianças ainda brincavam ao ar livre."
 
A morte no ar  
 
Gradualmente, foi-se compreendendo a dimensão do desastre e surgiu o pânico. Moradores foram evacuados. Aos 30 anos e com um filho recém-nascido, Tamara considerou ir para outra região da União Soviética. “Em toda parte havia morte no ar”, comenta, falando sobre o perigo invisível. “Aprendi o que é realmente ter medo.”  
 
As opiniões variam sobre as exatas consequências do desastre nuclear em Chernobil. Embora o número oficial de mortos continue em 50, o número de crianças com câncer de tireóide na área ao redor de Chernobil é enorme.  
 
A organização Mundial da Saúde estimou em 2006 que nos próximos anos entre 4000 e 9000 pessoas iriam morrer em consequência da radiação. A organização ambiental Greenpeace acredita que este número seja dez vezes maior. 
 
 
 
Pragmatismo  
 
Apesar disso, 25 anos depois, o pensamento sobre a energia nuclear não é dominado apenas pelo medo, mas também pelo pragmatismo. Como aponta a jornalista holandesa Franka Hummels, autora do livro ‘De Generatorgeneratie’ (A geração gerador), sobre as consequências do desastre de Chernobil na região afetada.  
 
“Logo após a queda da União Soviética, os ucranianos declaram seu país ‘zona livre de energia atômica’, mas ao mesmo tempo tiveram dificuldade em se desfazer de suas usinas nucleares porque não tinham outra alternativa”, diz Hummels. Só em 2001 - por pressão da União Europeia e da comunidade internacional – os outros reatores de Chernobil foram desativados.

Inabitável 
 
O pais vizinho, a Bielorrússia, faz planos para a construção de uma central de energia nuclear. Uma decisão que apesar de delicada, seria necessária para que o país não dependa de gás e petróleo russo no futuro. A dimensão da catástrofe atualmente é mais subestimada do que exagerada pelo regime ditatorial do presidente Alexander Lukashenko, segundo Hummels.  
 
“Na parte da zona proibida que fica na Bielorrússia, área que foi declarada inabitável para sempre pela ONU, acontece no momento inclusive uma ação de repovoamento. Novos moradores são ‘compensados’ pelos riscos à saúde através de aluguel, água e eletricidade gratuitos.”  
 
 
 
Local vulnerável 
 
Ironicamente, a ucraniana Tamara vive há sete anos na Holanda, bem perto da única usina nuclear do país. “É o meu destino”, diz, rindo com certo amargor. “Eu não teria construído uma usina nuclear num lugar vulnerável como este. Ao que parece, o mundo não aprendeu nada 25 anos depois de Chernobil!”  
 
A usina atômica de Chernobil era de fabricação soviética e, portanto, não seria representativa para riscos em outros lugares do mundo, supunha-se. Mas o recente desastre em Fukushima pôs o mundo novamente em confronto com os riscos da energia nuclear. “Também se pensava que a tecnologia e a segurança no Japão fossem muito bem calculadas. Não acredito que a situação na Holanda seja mais segura”, diz Tamara.  
 
Assim como o desastre de Chernobil, Fukushima provocou debates na Holanda sobre o uso de energia nuclear, mas não se chegou a novas conclusões. O atual governo quer que a construção de uma nova usina, já planejada, siga em frente.
 
 
 
 
 
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Chernobyl-25-years-later

11/09/2011

Fim da mão de obra barata na China

Anos atrás, fabricantes do mundo inteiro mudariam suas plantas de produção para a China em um esforço de cortar custos trabalhistas. Com 1,3 bilhão de pessoas, a mão de obra barata chinesa parecia ilimitada.  

Nas últimas duas décadas, entretanto, isso começou a mudar. Os salários anuais para os trabalhadores chineses estão crescendo e algumas das maiores indústrias de produção da China estão procurando um novo lar.

A economia florescente do país tem crescido cerca de 12% ao ano. Além disso, só nesse ano o governo chinês elevou o salário mínimo de 14 a 21% nas cinco maiores províncias de fabricação do país.

Agora, ficou mais difícil manter trabalhadores na China, e mais caro atrair novos. Chegou o ponto em que empresas estão procurando alternativas. Mas para onde as fábricas podem ir?
Países como Índia, Camboja e Vietnã são algumas opções para mão de obra barata. Além disso, algumas empresas americanas estão voltando para os EUA. Em 2000, o salário médio chinês equivalia a 36% dos Estados Unidos. No final de 2010, essa diferença mudou para 48%. Em 2015, especialistas preveem que será de 69%.

Ainda assim, a produção na China não irá fechar totalmente para a maioria das empresas porque, embora os custos do trabalho tenham aumentado, ainda são mais baratos do que a maioria dos outros lugares. 

Hoje, o salário médio na China é de cerca de 4,93 reais por hora, enquanto é 35,49 reais nos Estados Unidos. Na parte leste da China, o salário é cerca de 50% maior que a média de 4,93.

A China vê essa mudança como uma coisa boa. Além de tornar a vida mais fácil para seus funcionários, os salários em alta darão mais dinheiro às pessoas que, por sua vez, aumentarão o consumo chinês. Isso beneficiará os principais parceiros comerciais de Pequim, o que pode, então, diminuir o “desequilíbrio drástico” do comércio global.

A conclusão é de que a China está se tornando mais rica e com uma moeda mais forte, e os tempos do trabalho barato “escravo” estão chegando ao fim. 

Por Natasha Romanzoti

10/06/2011

EQUAÇÃO GLOBAL



EQUAÇÃO GLOBAL

Com a entrada de dois bilhões de novos trabalhadores, chineses e indianos, no mercado mundial algumas conseqüências serão inevitáveis. De um lado, a produção cada vez mais intensa de bens de consumo durável a preços decrescentes e a compressão dos aparatos tecnológicos, diminuindo o tamanho e o peso, para ganhar em escala. Para quem não entende de tecnologia, basta observar o que acontece na evolução dos telefones móveis celulares. De outro lado, a diminuição geral do valor dos salários provocada pelo excesso de mão-de-obra mundial e o corte de benefícios e garantias trabalhistas conquistadas ao longo do século XX.

As formas de produção na Ásia provocarão o fechamento e a transferência de muitas indústrias no Ocidente. Os orientais produzem mais e a um custo menor. Os produtos em geral, tornam-se descartáveis, especialmente porque ficam obsoletos em velocidade crescente e, não raro, são de única utilização.

Para tentar ganhar competitividade, as indústrias ocidentais terão que adotar métodos de produção similares aos orientais. O problema é que isto significará baixar padrões de renda, e conseqüentemente, de consumo no lado de cá. E se isto acontecer, quem comprará a produção do lado de lá?

A lógica do mercado global é esta: aperfeiçoar recursos, baixar custos, reduzir mão-de-obra e aumentar a produção. Se todos seguirem este caminho a equação se desequilibra.

Dizia o empresário que durante vida se tira da terra ou se tira de alguém. Se a população mundial, na sua maioria, já não pode tirar da terra, é obvio que se está tirando de alguém. A mais valia, num raciocínio simplista, é isto aí.

O avanço da produção mundial tem significado a devastação do ambiente natural. Por enquanto, apesar de todos os alertas, a tendência é a destruição ambiental.

Por mais que se queira acreditar que o crescimento econômico trará melhores condições de vida para uma determinada comunidade, e isto aconteceu em vários países ao longo do século passado – vide a evolução dos escandinavos – é difícil imaginar que o fenômeno possa ocorrer numa dimensão planetária. E se ocorresse, não haveria estoque de recursos naturais suficiente para possibilitar, aos quase sete bilhões de habitantes, o mesmo nível de consumo do chamado primeiro mundo. Logo, alguma coisa está errada na equação global.

No meu entender, as sociedades que desejarem fugir desta catástrofe econômica e ecológica deverão procurar outras formas de produção e convivência. Não sei exatamente quais. Mas, certamente não será dentro da atual lógica do mercado, pois ele tem sido devastador.




Por Paulina Siqueira - Prfª. Geografia – Pós-Graduada em “Gestão Planejamento e Educação Ambiental “e “Educação de Jovens e Adultos – EJA”.

 
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01/06/2011

O SÉCULO XX

 


Foi um século de profundas e rápidas transformações. Na área da saúde a descoberta da penicilina, os instrumentos de diagnósticos e cirurgia, a psicanálise e as pílulas com inúmeras composições químicas para amenizar quase todos os males. Nas comunicações: o rádio, o telefone fixo, o cinema, depois a televisão, o VHS, o fax, o computador, o CD, a internet, o DVD, o telefone celular e as câmeras digitais. Nos transportes, talvez a maior das revoluções: o homem, ao longo dos milênios, caminhou, montou alguns animais, usou a carroça de tração animal, remou, pedalou ou velejou. Somente no século XIX conheceu a máquina a vapor, conseqüentemente o trem. Em seguida a motocicleta, o automóvel, o avião e a nave espacial.

Consolidou-se a categoria emprego, o salário e mais alguns benefícios, as férias remuneradas, o hábito de comer fora de casa, a comida industrializada, a vestimenta pré-costurada, a moradia verticalizada e a escolarização obrigatória. Explodiu-se a bomba atômica. Descobriu-se a radiografia e o laser. A população mundial triplicou. A pobreza diminuiu em várias regiões do mundo em razão do trabalho remunerado, do aumento do consumo de alimentos e de bens em geral. Alguns países atingiram níveis de satisfação material bastante razoável. A capacidade de produzir, armazenar e difundir informação foram espantosos.

Em virtude de todas estas invenções, a humanidade ficou sem padrões morais, materiais e espirituais definidos. Tudo muda todos os dias. Todos os paradigmas são quebrados. A consciência coletiva não consegue absorver com tranqüilidade a velocidade e a profundeza das transformações. 

As conseqüências brutais delas são, entre outras, algumas contradições: o aumento da escolaridade com o fim da categoria “emprego”, o alongamento da expectativa de vida com a falência dos sistemas previdenciários, o aumento da oferta de bens de consumo com o aumento dos furtos e roubos, a verticalização das moradias urbanas com a diminuição das áreas verdes, o aumento da locomoção das pessoas com a exaustão dos combustíveis fósseis, a maior oferta de alimentos industrializados com o aumento da obesidade e doenças cardíacas. A proliferação de seitas, a celebração da fé pela televisão, a imposição de uma estética, especialmente feminina, próxima da anorexia. O avanço tecnológico com o aumento da poluição. 

Ainda é muito cedo para avaliar, no contexto histórico, a importância do século XX. 

Mas, desde já é possível notar que ele representou um marco no processo civilizatório. O mundo é outro depois dele. As modificações que virão com a utilização dos computadores e da Internet são ilimitadas. Se, um dia, conseguirmos transferir nossa memória pessoal para um disquete, e, depois, armazena - lá em um banco de dados para posteriormente introduzi-la em outro ser, atingiremos finalmente o inconsciente coletivo. Então, os nossos descendentes conhecerão a vida emocional de seus ascendentes. Compreenderemos como e porque a idéia precede à ação. E o mundo estará, cada vez mais, sujeito a todos os tipos de manipulação e controle externo. A grande contradição será: o excesso de individualidade terá produzido seu próprio fim.

Por Paulina Siqueira - Prfª. Geografia – Pós-Graduada em “Gestão Planejamento e Educação Ambiental “e “Educação de Jovens e Adultos – EJA”.







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02/04/2011

Ilha de Lixo no Pacífico

Olá amigos!

O assunto que venho abordar nesse post é um tanto interessante, pois nos leva a refletir sobre o futuro do nosso planeta...

Pense e tente responder a pergunta: Para onde vai o lixo depositado em nossos rios? Hoje em dia já temos uma resposta. Você já ouviu falar na Ilha de Lixo? Não? Então conheça...

A Ilha de Lixo foi descoberta em 1997 pelo pesquisador Charles Moore e está localizada no Oceano Pacífico. Ela  tem uma extensão incerta, sendo descrita como do tamanho do EUA, porém não tem nada preciso quanto a isso. Chamada de “O Grande Depósito de Lixo do Pacífico” (The Great Pacific Garbage Patch), a ilha de plástico se localiza a 1600 km a oeste da Califórnia, em uma área de vórtices ciclônicos criados pela alta pressão das correntes de ar que produzem uma espécie de redemoinho. Esses redemoinhos atraem e aprisionam o material plástico flutuante.


Não se sabe exatamente como o fenômeno do Grande Depósito de Lixo teve origem, mas estima-se que desde a década de 1950 a quantidade de material aprisionado vem crescendo à razão de 10 vezes a cada década. Hoje, estudos estimam  cerca de 5 milhões de toneladas de plástico contidos na ilha. Segundo os especialistas, a maior parte do lixo ali presente é proveniente de países altamente industrializados, especialmente Japão e áreas da costa oeste americana.

“Esse é o tipo de problema que não está ao alcance dos olhos, mas tem impactos devastadores sobre o oceano”, disse Mary Crowley, co-fundadora do projeto Kaisei, uma expedição feita em parceria com o Instituto de Oceanografia Scripps, ligado à Universidade da Califórnia.

Limpeza difícil

A limpeza do oceano pode ser praticamente impossível. A maior parte dos plásticos é formada por pedaços muito pequenos, pois eles se quebram, ficando ainda menor devido à incidência dos raios ultravioleta emitidos pelo Sol, produzindo minúsculos fragmentos similares a confetes.

Esses micro-fragmentos se espalham muito rapidamente e bilhões deles flutuam abaixo da superfície em uma esteira de lixo que já atinge o norte do Havaí, mas podem se espalhar ainda mais devido às correntes e determinadas épocas do ano.

Segundo o programa ambiental das Nações Unidas, estima-se que no Pacífico Central existem até 6 quilos de lixo plástico para cada quilo de plâncton, e cerca de 46 mil peças de plástico para cada quilômetro quadrado de oceano.

Assim fica difícil vislumbrarmos um futuro melhor para nosso planeta. Ações já estão sendo feitas, mas quando é que vamos ter consciência de que devemos jogar o lixo NO LIXO ?

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30/03/2011

Where Children Sleep - Onde as crianças dormem


Olá pessoal,

Esta semana estive lendo meus email e achei mais um assunto interessante que gostaria de compartilhar com vocês.

Como será nosso planeta nas gerações futuras ? Você tem alguma idéia de como deverá ser ?

Creio fielmente que todo o futuro do planeta e da raça humana depende exclusivamente das nossas atitutes, principalmente, nas atitudes com nossos semelhantes e , mais ainda, para com nossos filhos (quem os tem).
Assim sendo, entendo que devemos ser bons exemplos para eles e, em muitos casos,  temos que ter esta consciência. A consciência de que nosso futuro depende exclusivamente da EDUCAÇÃO. Mas, e como está a eduação hoje em sia? Será satisfatória para formarmos homens e mulheres de bem ?

Bom, o e-mail que recebi, e me levou a refletir sobre este assunto, diz  respeito ao projeto "Where Children Sleep",  do fotógrafo queniano  James Mollison que retratou nossas crianças em seus ambientes e ,principalmente, nos quartos que dormem.

Os quartos refletem as condições de vida das crianças, da estrutura familiar e social em que se inserem nos seus países de origem. Estas questões complexas as afetam expondo-as às diversas circustâncias que são incontroláveis e nos tocam fortemente, nos envolvendo em um dilema cultural, ou seja, um choque de culturas.

Este choque pode nos levar a imcompreensão ou a aceitação das diferentes formas de vida e costumes. Contudo, há diferenças culturais intimamente ligadas ao descaso dos "Direitos das crianças",  injustiçadas pelo mundo Globalizado.

Digo mais uma vez:   Save the Children !!!









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