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22/09/2012

A História do Bondinho do Pão de Açúcar


Homenagem aos 100 anos do bondinho
27/Out/1912 - 27/Out/2012
Por Ney Deluiz


2 teorias para a origem do nome Pão de Açúcar. Uma, a de que os portugueses o batizaram assim pela semelhança com um pão de açúcar, recipiente usado para transportar torrões de açúcar da Ilha da Madeira para a Europa. A outra, a de que o nome vem de pau-nh-açuquã, que em tupi significa morro alto e pontudo.



A ideia de se construir um teleférico até o topo do Pão de Açúcar surgiu durante a Exposição que comemorou o centenário da abertura dos portos em 1908, sendo que as obras começaram em 1910.







Quem primeiro escalou o Pão de Açúcar foi a inglesa Henrietta Carstairs, que fincou ali a bandeira inglesa em 1817, um feito para a época. Nisto, um militar português do quartel colonial da Urca, que nem alpinista era, indignado com a ousadia subiu lá no dia seguinte e trocou a bandeira inglesa pela bandeira portuguesa.





Subir até o topo podia não ser problema, mas transportar toneladas de equipamentos pelos penhascos, sim. Por isto mesmo a tarefa foi dividida em 2 etapas distintas: 1) o Morro da Urca e 2) o Pão de Açúcar.







100 operários-alpinistas fincaram pinos na pedra e foram levando cordas e as peças de um guincho manual desmontado de 4 toneladas. Outra equipe foi pela floresta até a base do morro, arrastando um cabo de aço.







Eis uma parte do guincho manual desmontável de 4 toneladas que os operários-alpinistas subiram no braço.
















Já no topo, os alpinistas montaram o guincho manual e, com as cordas que levaram, içaram o pesado cabo de aço que estava na base do morro. Daí, construíram um elevador de carga para subir o resto do material.








A seguir, foram então erguidas as estações do Morro da Urca e a Casa de Máquinas na Praia Vermelha.




Após os cabos e as engrenagens, foi a vez de acoplar os 2 bondinhos feitos na Alemanha em madeira maciça.

Em 27/Out/1912 foi inaugurada a estação do Morro da Urca, dia em que 577 pessoas subiram lá. 


Naquele dia mesmo, o pomposo nome de Camarote Carril foi substituído simplesmente por ”bondinho”.



O passo seguinte foi a construção da estação do Pão de Açúcar, a 395 m de altura e usando a mesma técnica.

O trecho Morro da Urca–Pão de Açúcar foi inaugurado em 18/Jan/1913, 18 anos antes do Corcovado.


A partir daí, ir até o Pão de Açúcar para ver a vista deslumbrante passou a ser o objeto de desejo de todos.

Quando o teleférico do Pão de Açúcar foi construído, só existiam 2 outros deste porte no mundo:
um no Monte Ulia, na Espanha (1907), com 280 m, e outro em Wetterhorn, na Suíça (1908), com 560 m.

As duas linhas do teleférico carioca somam 1.325 m, mais de uma vez e meia a soma dos teleféricos
espanhol e suíço juntos, o que dá a dimensão da competência da engenharia brasileira da época.

Os cabos do trecho Praia Vermelha-Morro da Urca têm 575 m e os do Morro da Urca-Pão de Açúcar, 750 m.


Desde 1912, o bondinho já transportou mais de 31 milhões de turistas.

Em 100 anos, houve apenas 3 acidentes sem vítimas: 1) na revolução comunista de 1935, uma bala de canhão atingiu a estação da Praia Vermelha, que teve de ser fechada; 2) em 1951, um cabo se rompeu e as pessoas foram retiradas durante a noite; 3) em 2000, um cabo não resistiu e todos foram retirados de helicóptero.


O bondinho foi cenário em 1925 do filme brasileiro mudo A Esposa do Solteiro, onde um ator se pendura
nos cabos. Em 1979 foi a vez das aventuras do James Bond no filme 007 Contra o Foguete da Morte.







Em 1972, como os bondinhos antigos não mais atendiam ao volume crescente de turistas, foi inaugurada uma 2ª linha com 2 carros novos para passageiros em cada trecho, com capacidade para 75 pessoas cada um.







Com os 4 novos bondinhos e os carros de carga, hoje o sistema transporta em média 3.000 turistas/dia.










Com vista panorâmica de 360º e um cenário destes, não há como a viagem de bondinho não ser inesquecível…


Autor da Pesquisa: Ney Deluiz








21/09/2012

Centro Histórico do Rio de Janeiro


Quando se fala em Rio de Janeiro, o que vem a mente? Pedra da Gávea, Pão de Açúcar,  Cristo Redentor, Lapa, bossa-nova, samba, Ipanema e por aí vai. Mas já pensou em fazer um passeio por igrejas, espaços culturais e praças? Não?! Olha, é um roteiro diferente e interessante. Que tal conhecer essas dicas e fazer um passeio pelo centro histórico da cidade maravilhosa?

O passeio pelos pontos turísticos pode ser feito a pé e em dias úteis, em horário comercial, quando a maioria das igrejas permanece aberta, a região está mais policiada, há vários táxis em circulação e os restaurantes estão funcionando. Entretanto, nos fins de semana, têm lugar importantes atrações, como as missas e os eventos nos centros culturais (mostras, peças e exposições) e, embora a segurança deixe a desejar e a vivacidade seja menor nas ruas do Centro, nada o impede de realizar o roteiro.

Os pontos turísticos apontados aqui, permitem que os turistas e visitantes conheçam muitas igrejas imponentes e exuberantes e muitos centros culturais instalados próximos a Baía de Guanabara.

Vamos as dicas!

1. Igreja do Mosteiro de São Bento – Expressão máxima do barroco na cidade, a igreja cuja construção data de 1633 a 1690 tem uma fachada austera que esconde um rico interior revestido por talhas de madeira dourada. Os oito magníficos altares laterais ostentam as imagens dos séculos XVII e XVIII. Não deixe de apreciar as delicadas formas dos anjos que adornam seu interior. Na sacristia, destaca-se o Cristo representado no painel Senhor dos martírios, pintado em 1690 por frei Ricardo do Pilar, autor de outros quadros do mosteiro. Aos domingos, às 10 horas, realiza-se a concorrida missa em que os monges entoam cantos gregorianos – para ouvi-los deve-se chegar ao local com bastante antecedência. Endereço: Rua D. Gerardo, 68, Centro, tel. (21) 2291-7122. Todos os dias das 8h às 11h e das 14h30 às18h.




2. Centro Cultural dos Correios - O prédio em estilo eclético que sediaria uma escola profissionalizante do Lloyd brasileiro teve sua construção iniciada por volta de 1920. Porém, antes mesmo da inauguração, em 1922, já havia sido transferido para os Correios, cuja administração funcionou no local até a década de 1980. Após ser desativada, passou por reformas e, em 1993, foi transformado em centro cultural. Preservaram-se elementos característicos da época de sua construção, como o elevador, para três pessoas, além do ascensorista. Exposições de arte gratuita são realizadas em suas salas, enquanto filmes, peças e apresentações de música brasileira de concerto concentram-se em um auditório para duzentas pessoas. O térreo abriga uma pequena galeria para exposições, uma agradável cafeteria e uma agência dos Correios em funcionamento, assim se estiver por lá, aproveite e envie um cartão postal da cidade para um amigo. (Ele vai morrer de inveja, hehehe!). Na praça dos Correios, ao lado, podem ocorrer eventos ao ar livre. Endereço: Rua Visconde De Itaboraí, 20, Centro, tel. (21) 2253-1580. Terça a domingo das 12h às 19h.




3. Casa França-Brasil – O projeto – primeiro registro do estilo neoclássico na cidade – é do arquiteto francês Grandjean de Montigny, que veio ao país em 1816 com a Missão Francesa. (A Missão Francesa foi chefiada pelo intelectual Joaquim Lebreton e trouxe diversos artistas com Nicolas Taunay e Jean-Baptiste Debret, além do arquiteto Grandjean. Essa missão teria sido uma iniciativa de dom João VI para formar no Brasil a Academia de Artes e Ofícios e inaugurar o ensino sistemático da arte. Lebreton trouxe consigo uma pequena coleção de quadros, que deu origem ao acervo existente no Museu Nacional de Belas-Artes.) Inaugurado em 1820 como praça do comércio, o espaço foi utilizado depois como Alfândega, arquivo de bancos e finalmente, de 1956 a 1978, como sede do Segundo Tribunal do Júri. Hoje funciona como centro cultural, sem acervo próprio, e abriga exposições ao longo do ano. Para saber sobre a programação visite o site Casa França-Brasil. Merece apreciação as 24 colunas em estilo dórico (de madeira com pintura de trompe l’oeil que imita mármore) que demarcam a área sob a grande abóboda central com clarabóia no alto. Há uma pequena livraria, café e um cinema. Nos fundos da Casa funciona o Arte Temperada Bistrô e Buffet, com opções de pratos franceses e alguns brasileiros, e abre diariamente (tel. (21) 2253-2589, todos os dias das 12h às 19h). Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, 78, Centro, tel. (21) 2253-5366, terça a domingo das 12h às20h.




4. Igreja da Ordem Terceira do Carmo – Inaugurada por volta de 1770, é uma das únicas igrejas da cidade cuja fachada é totalmente revestida de pedra. Entre os destaques, seis altares que representam os passos da Paixão de Cristo e, na sacristia, um lavabo de mármore assinado por Valentim da Fonseca e Silva, o mestre Valentim. No altar-mor há uma imagem rara: a da santa Emerenciana, tida como bisavó de Jesus, representada como a filha Santa Ana (mãe de Maria e avó de Jesus) em seus braços. Endereço: Rua 1º de Março, s/n, Centro, tel. (21) 2242-4828. Segunda a sexta das 8h às 16h; sábado das 8h às12h.




5. Igreja Nossa Senhora da Candelária – A atual construção erguida entre 1775 e 1898, substituiu a original do fim do século XVI. O interior é revestido de mármore e, no teto da nave, há painéis de Zeferino da Costa, executados por volta de 1880, que narram a história da igreja. As belas portas de bronze do escultor português Antônio Teixeira Lopes foram instaladas em 1901. Em frente pode se ver a escultura Mulher com ânfora de autoria de Humberto Cozzo. Endereço: Praça Pio X, Centro, tel. (21) 2233-2324. Segunda a sexta das 8h às 16h; sábado das 8h às12h e domingo das 9h às 13h.




6. Igreja Nossa Senhora da Lapa dos Mercadores – Situada na histórica rua do Ouvidor, a modesta igreja é considerada por muitos a mais charmosa da cidade – internamente toda esculpida com madeira, possui clarabóia na sacristia. Erguida por mascates em 1750 como um oratório público, passou por ampla remodelação no século XIX. Em 1893, durante a Revolta da Armada – sublevação da Marinha contra o governo -, uma bala de canhão endereçada ao Palácio do Itamaraty atingiu o campanário e derrubou uma imagem de mármore de Nossa Senhora. A estátua (qe escapou incólume) e o artefato que a atingiu estão na sacristia. Aproveite a visita para admirar na rua os sobrados com fachadas decoradas e o calçamento de paralelepípedos. Endereço: Rua do Ouvidor, 35, Centro, tel (21) 2509-2339. Segunda a sexta das 8h às 14h.




7. Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) - Erguido entre 1880 e 1906, o prédio onde hoje funciona o CCBB foi projetado em estilo neoclássico por Francisco Joaquim Bethencourt da Silva, seguidor de Grandjean de Montigny. Construído para sediar a Praça do Comércio (espécie de Bolsa de Valores da época), tornou-se propriedade do Banco do Brasil na década de 1920 e, desde 1989, abriga o centro cultural. Nele ocorrem algumas das atrações mais respeitadas da cidade, entre exposições de arte de qualidade, eventos musicais e peças de teatro. Funciona também como ponto de encontro, lazer e happy hour, pois dispõe de cinema, biblioteca, livraria e restaurante. Repare na arquitetura do prédio, no belo hall central e no requinte das colunas e dos ornamentos. Endereço: Rua 1º de Março, 66, Centro, tel. (21) 3808-2020. Terça a domingo das 10h às 21h.




8. Real Gabinete Português de Leitura - A mais espetacular biblioteca de obras portuguesas fora de Portugal, com pelo menos 350 mil títulos, fica num edifício datado de 1837 em estilo neomanuelino. O imponente e belo salão de leitura, de pé-direito alto, deixa à mostra a estrutura metálica decorada com motivos medievais dourados, que termina em um vitral de ferro e vidro que cobre todo o salão. As mesas de leitura são de jacarandá trabalhado. Entre as raridades, estão oas Ordenações de dom Manuel, por Jacob Cromberger, editadas em 1521; manuscritos de Amor de Perdição, de Camilo Castelo Branco; e o Dicionário de língua tupy, de Golçalves Dias. Parte do acervo pode ser visitada, à exceção das obras raras. Endereço: R. Luís de Camões, 30, Centro, tel. (21)2221-3138. Segunda a sexta de 9h às 18h.




9. Centro de Arte Hélio Oiticica - O prédio é uma imponente construção do século XIX, em estilo neoclássico e foi concebida para receber o Conservatório de Música e hoje abriga a coleção de um dos artistas brasileiros mais radicais entre os anos de 1960 a 1970, criador dos parangolés, obras de arte multicoloridas que podem ser vestidas como capas. Em suas seis galerias ocorrem algumas exposições temporárias de artistas consagrados. Endereço: R. Luís de Camões, 68, Centro, tel. (21) 2232-1104. Terça a sexta das 11h  às 18h; sábado, domingo e feriados das 11h ás 17h.




10 Igreja de São Francisco de Paula – Originalmente uma ermida que se tornou capela e depois igreja, tem a pedra fundamental datada de 1759, embora só tenha ficado pronta em 1865. Apresenta fachada de traços barrocos, com frontão curvilíneo em cantaria, e apesar de mal conservada e cercada de vendedores ambulantes, merece ser visitada pelas surpresas que podem ser admiradas em seu interior, como os vitrais vindos de Munique, e os ornamentos feitos por Mestre Valentim na capela-mor, os entalhes de Antônio de Pádua Castro e as pinturas de Vítor Meireles. Endereço: Largo de São Francisco, s/n, Centro, tel. (21) 2509-0067. Segunda a sexta das 9h às 13h.




11. Espaço Cultural da Marinha - Tem destaque o navio-museu Bauru, o submarino-museu Riachuelo e a galeota a remo de 1808, usada pela família imperial. Há ainda instrumentos de navegação e objetos de naus que naufragaram. O local oferece visita guiada à ilha Fiscal, com interessantes construções neogóticas e onde foi realizado o último baile da monarquia, dias antes da proclamação da República. Endereço: Av. Alfredo Agache, s/n, Centro, tel (21) 2104-6025. Terça a domingo das 12 às 17h. Passeios à ilha Fiscal: quinta a domingo às 13h, 14h30 e 16h.

12. Paço Imperial – Construída em 1743, este palácio em estilo colonial serviu como residência dos vice-reis, foi sede do governo português a partir de 1808 com a chegada de Dom João e sua corte, assistiu a elevação da colônia à condição de Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves em 1815 e finalmente transformou-se em sede do governo imperial a partir de 1822. O prédio, tombado como patrimônio histórico, foi palco de acontecimentos importantes, como a aclamação de dom João VI como rei de Portugal, o Dia do Fico e a assinatura da Lei Áurea. Após a Proclamação da República, foi sede dos Correios e Telégrafos; restaurado em 1985, passou a ser utilizado como centro cultural, com boa programação de arte contemporânea e sala de cinema. Para saber da programação acesse Paco Imperial (www.pacoimperial.com.br). Há ainda o sebo Livraria Imperial, com acervo de artes e ciências humanas (tel. (21) 2533-4537. Segunda a sexta das 9h às 20h; sábado das 11h às 17h), a loja de música Arlequim (tel. (21) 2240-9398. Segunda a Sexta das 9h às 20h; sábado das 10h às 17h) e o Bistrô do Paço (tel. (21) 2262-3613. Todos os dias das 11h às 19h). Endereço: Praça 15 de Novembro , 48, Centro, tel. (21) 2533-4491. Terça a domingo das 12h às 18h.



13. Igreja Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé - Erguida em 1761, ostenta em seu interior talha em estilo rococó, de mestre Inácio Ferreira Pinto, altar-mor com entalhes em prata lavada, lavatório em mármore e teto decorado com majestosos painéis. Nela, foram realizadas as mais importantes cerimônias católicas da cidade, como a missa de coroação de dom Pedro I, o batizado e o casamento de dom Pedro II e da princesa Isabel. Infelizmente o exterior sofreu alterações, perdendo muitos elementos originais. Endereço: Rua 7 de Setembro, 15. esquina com a Rua 1º de Março, Centro, tel. (21) 2242-7766. Segunda a sexta e todo primeiro sábado do mês ads 8h às 16h.




14. Praça Quinze e Estação das Barcas – A praça Quinze de Novembro guarda relíquias históricas, como o Paço Imperial e o chafariz do Mestre Valentim, em forma de pirâmide, construído em 1789, com mármore e gnaisse (pedra de galho), para substituir um primeiro, datado de 1750. Da praça, vê-se também o pequeno Arco do Teles, uma passagem construída pela família Teles de Meneses no século XVIII. A Estação das Barcas, onde se situava o antigo Cais Pharoux, porta de entrada e saída da cidade, foi erguida no século XIX, com balsas para Niterói. Hoje, faz a ligação entre Rio, Niterói e Paquetá e funciona 24 horas, com saídas regulares. Confira os horários no site Barcas S/A (www.barcas-sa.com.br) ou ligue para (21)4004-3113. No centro da praça está o Monumento ao General Osório, bronze do escultor Rodolfo Bernardeli feito entre 1888 e 1894.


15. Igreja Nossa Senhora do Bonsucesso – No século XVI, a fundação da Santa Casa de Misericórdia impulsionou a construção de uma pequena capela de barro, sob a administração do hospital. Desde então, a igreja, também conhecida como Nossa Senhora da Misericórdia e Santa Isabel, sofreu inúmeras reformas, sobretudo entre os séculos XVII e XVIII, quando recebeu o nome atual. A fachada é fruto de uma grande reconstrução do século XIX e XVIII., quando recebeu o nome atual. a fachada é fruto de uma grande reconstrução do século XIX, que também acrescentou uma cúpula a capela-mor. No interior, destacam-se os retábulos do século XVII, que são os mais antigos da cidade, e o púlpito, oriundos do antigo Colégio dos Jesuítas no morro do Castelo, demolido em 1922. Endereço: Largo da Misericórdia, s/n, Centro, tel. (21) 2220-3001. Segunda a sexta das 7h às15h30.




O Rio de Janeiro guarda muitas surpresas e também muita história que é contada através de seus casarões antigos, igrejas, praças, museus entre outros pontos turísticos. No primeiro post sobre o Centro Histórico do Rio de Janeiro, falamos sobre algumas atrações presentes no centro e que muitos turistas, que visitam a Cidade Maravilhosa, esquecem que existe.

Continuando com as dicas sobre o centro histórico do Rio de Janeiro, vamos dar mais sete dicas legais além de 3 dicas de restaurantes e bares que também tem história para contar.
Depois de andar tanto, uma parada para recarregar as baterias é obrigatória. As estreitas e históricias ruas do Centro é recheada por botecos e restaurantes, sobretudo os de influência portuguesa e muitos tem mais de cem anos de existência. Então, que tal visitar e saborear algo nos centenários botequins do centro? Para fechar essa matéria, nada melhor do que dicas sobre restaurantes e bares situados bem próximos dos pontos turísticos do centro. Aí vão três preciosas dicas.

1. No tradicional e agradável Rio Minho, aberto em 1884, pode-se saborear um petisco no balcão enquanto se admiram seus azulejos. O lugar ganhou fama por servir pratos como a sopa Leão Veloso, à base de frutos do mar. Endereço: Rua do Ouvidor, 10, tel. (21) 2509-2338. Segunda a sexta das 11h às 16h.




2. O Bar do Luiz aberto em 1887 pelo alemão Adolf Rumjaneck, é uma instituição carioca. Desde 1927 no mesmo endereço, oferece chope gelado, cozinha alemã, além de embutidos, frios e carnes variadas. Ari Barroso e Bezerra da Silva foi alguns de seus frequentadores. Endereço: Rua da Carioca, 39, tel. (21) 2262-6900. Segunda a sábado das 11h às 23h30; domingo de 12h às 18h




3. O português Panafiel, fundado em 1913, com ambiente simples traz pratos fartos, e atrai para o almoço aqueles que querem saborear o arroz de lula e de pescadinha, o mocotó à portuguesa, a dobradinha e o bacalhau com arroz e brócolis. Endereço: Rua Senhor dos Passos, 121, tel. (21) 2224-6870. Segunda a sexta as 11h às 15h30.




Amigos,

Espero que tenham gostado... e curtam o passeio...

08/07/2012

Ciclo Turismo - O que é ?

Olá amigos..

Vou contar um pouquinho pra voçês o motivo que me levou a praticar o Ciclo Turismo.

Recentemente tive alguns problemas de saúde que me levaram a ter que escolher um esporte para praticar. E como não curto os ambientes fechados de academia fiqeui um pouco indeciso a respeito do que fazer.... e daí este assunto ficou um pouco esquecido.
Navegando pela internet para efetuar umas pesquisas de história (adora este assunto) sem querer me deparei com um assunto curioso e uma matéria antiga. A Reabertura da Estrada Real para circuíto turístico...

Bom, resumindo tudo, fui pesquizando e cheguei ao assunto Ciclo Turismo e diante disto fui levado ao site do Antonio Olindo, que deu a volta ao mundo de bicicleta. De imediato compreio o livro e litudo praticamente em uma semana.. Estava decidido a praticar também esta modalidade... efetuei muitas pesquisas, conheci pessoas, até montar minha bike e sair pedalando por aí...

Inicialmente decidi percorrer primeiramente a extensão do meu município (Cachoeiras de Macacu), que é muito grande, e mapear todas as rotas para disponibilizar para as pessoas. Então brevemente estarei postando aqui o resultado deste trabalho. Mas por enquanto vamos ao que interessa.


Ciclo Turismo. O que é ?

Uma atividade que cresce dia a dia e ganha roteiros e adeptos. Já existe agências especializadas com roteiros nacionais e internacionais com cenários diferentes para gostos e bolsos diferentes. Combina atividade física, natureza, consciência ecológica, alívio do stress, desafios, etc.

Você não precisa de grandes preparos físicos, na maioria das vezes você pedala 30 a 50km por dia, que não é uma grande distância mesmo para os mais sedentários. E pedalar com os pneus muchos na areia facilita o controle da bike, e pedar na diagonal ajuda a vencer subidas íngremes.

O uso da bicicleta como meio de transporte em viagens é chamado de Cicloturismo. Esta modalidade esportiva é comum na Europa e nos países desenvolvidos como Estados Unidos, Japão, Canadá e outros.

O contato com pessoas de cultura diferente, a admiração exposta no olhar de quem lhe vê, as pessoas perguntando de onde você veio e para onde vai, o privilégio de ver paisagens que alguém em um carro não vê, o prazer de ter histórias pra contar, são alguns dos orgulhos que os cicloturistas têm em suas aventuras pela estrada.

Cicloturistas são pessoas que com um objetivo na cabeça e sem medir dificuldades, correm atrás de realizá-lo. Descobre-se no cicloturismo uma válvula de escape, ou seja, a melhor maneira de extravasar seus problemas, chamar atenção e curtir todo o prazer proporcionado pela bicicleta em todos os lugares.

Há quem considere o cicloturismo uma doutrina, uma religião. Você não luta para superar seus adversários, supera a si próprio. Aprende a encarar a fome, sede, solidão, cansaço, desânimo, depressão, angústia, medo e outras mazelas de maneira direta e real. Aprende a valorizar as coisas simples, a enxergar além das aparências, humildade, a viver com poucos recursos, conhecer o valor das pessoas e da natureza. Não é fácil ser cicloturista, mas pode ter certeza: uma vez cicloturista, sempre cicloturista.

Muitos cicloturistas lançam livros, promovem eventos, palestras, divulgam suas aventuras em meios de comunicação e em rodas de bate-papo. São inúmeros os sites dedicados ao cicloturismo. No mundo inteiro, é uma das modalidades que mais crescem. O respeito e o reconhecimento dispensados aos cicloturistas fortalecem os ciclistas como um todo.

O cicloturismo é quase sempre praticado por pessoas comuns, não necessariamente atletas. Homens e mulheres que procuram desafiar seus próprios limites, de maneira responsável e consciente. Às vezes, pessoas simples, humildes, desprovidas financeiramente, patrocinadas, ex-atletas, enfim, pessoas determinadas a superar seus limites e ir além dos horizontes.

O cicloturismo não exige uma bicicleta especializada, uma dieta rigorosa, um técnico, uma equipe, uma estrutura perfeita. Sua coragem, sua persistência, sua força de vontade, seu objetivo, seu sonho, são fatores que lhe rendem admiração e vontade de viver. Para praticar cicloturismo, basta que você e a bicicleta estejam preparados. O restante é puro detalhe.

Não existe limite para o cicloturismo. Você faz aquilo que pode. Se você não tem fôlego e preparação para, por exemplo, sair de Aracaju rumo à Salvador (350 kms), você pode curtir uma viagem indo a algum município próximo. Não é a quantidade de quilômetros que determina o que é cicloturismo e sim o fato de viajar com a bicicleta.
A Bike -  O ideal é encontrar alguém que entenda do assunto ou aumentar seus conhecimentos na área, para diferenciar uma bike ruim de uma boa qualidade, pois existe uma grande variedade de conjuntos de componentes no mercado.

Qual a bike ideal para o Cicloturista? Começaremos logo excluindo aquelas baratinhas encontradas no setor de brinquedos dos hipermercados e lojas de departamentos pois são pesadas, delicadas, simples e finalmente frágeis.

Existem bikes de downhill (apropriadas para descidas em trilhas), full suspension (dispositivos de suspensão nas rodas dianteira e traseira), quadros de fibra de carbono ou tîtânio pesando 9 quilos (ao invés de aço carbono que pode pesar o dobro), raios de um milímetro e meio, pneus de 400 gramas. 

Saiba que no mercado existe uma infinidade de bikes e uma delas irá se adequar às suas aspirações e, principalmente, ao seu porte físico, pois uma bike para uma pessoa com 1,90m não pode ser a mesma para uma de 1,50m. A atenção à ergonomia é fundamental para que a pedalada resulte em benefício, e não em dano à sua saúde.

Uma bonita bike de 12 quilos, com um grupo de peças (câmbio, freios, corrente, suspensão, rodas, pneus) de bom nível é o ideal para o cicloturismo, visto que oferece contribuição elevada, confiabilidade total e custo ainda acessível.



Acessórios - Aos olhos dos leigos, o ciclista inspira hilariedade com todos aqueles equipamentos, roupas coloridas e bermudas almofadadas no meio das pernas. Mas logo, com o aumento dos conhecimentos, eles se dão conta de que quanto mais "ridículo" for o equipamento, mais prático poderá ser.

Roupas - Devem ser aderentes ao corpo para diminuir o atrito durante a pedalada, além de manter a temperatura e no caso da bermuda almofadada, serve para diminuir o desconforto nas nádegas, que ocorre após alguns quilômetros pedalados. Felizmente existem no mercado bermudas ou calças almofadadas em material sintético para aliviar tal desconforto.

No caso do frio, evite roupas acolchoadas. Melhor são as calças compridas de malha com revestimento de lã e almofadadas nos fundilhos.

Luvas - As de meio-dedo são ótimas durante as freadas e vibrações, pois as mãos são as mais solicitadas nessas situações.





Alimentação - Uma correta alimentação é ponto fundamental para o cicloturista, pois melhor nutrido, mais longe irá. O sintoma básico de uma crise de fome é aquele que acontece quando, pedalando, você sente uma vontade louca para que na próxima curva haja uma churrascaria! Caso você ache uma de verdade e sacie sua fome nesse local, seu passeio foi por água abaixo pois, pior que barriga vazia, é uma cheia demais!

O ideal é comer e beber pouco, em intervalos pequenos, antes de a fome e sede se manifestarem. É necessário que sejam alimentos ricos em açúcares (é claro, se você não tiver restrições médicas contra) e de fácil digestão como o chocolate, e produtos como passas de uva, banana, nozes que são bem aceitos, bem como cereais com um pouco de leite. E, para saciar a sede, água de coco, integradores salinos como sport drinks (Gatorade, etc.) ou mesmo a água pura.

Informações sobre os percursos - O ideal é antes de viajar informar-se o máximo que puder sobre o local visado, procurando evitar surpresas indesejáveis. Mesmo em um simples passeio, o planejamento é fundamental.

Manutenção da Bike - O cicloturista, além de conhecimento teórico, tem que possuir domínio prático sobre sua bike, sendo capaz de resolver os problemas mais comuns que possam acontecer em uma caminhada ou viagem, como um simples furo de pneu ou câmbio desregulado. Você sabe consertar  ? Sabe quais são as ferramentas utilizadas ? Você não pretende "ficar na mão" por causa desses detalhes, vai?

Bagagem - Cruz e delícia do ciclista! Uma excursão de um dia até a praia pode-se enfrentar com uma mochilinha. Uma viagem de 500 km com barraca, fogão e ainda um kit de bolso que não acaba mais, ocupa mais espaço. Portanto, acondicioná-los de forma correta é fundamental. 

A mochila é cansativa e machuca os ombros, faz suarem suas costas e prejudica os rins. A posição inclinada sobre a bike faz com que alguns tipos de mochilas não fiquem paradas, escorregando a todo o momento e provocando crises histéricas nos menos controlados.

Para solucionar este tipo de problema, existem, no mercado, mochilas específicas para bikes, chamadas ALFORJES, que vão fixadas na bike liberando o ciclista de qualquer peso direto. Mas são mesmo indispensáveis esses alforjes? Diremos que sim, para o caso em que se queira levar uma blusa, uma jaqueta impermeável, ferramentas, uma máquina fotográfica, comida e bebida. Agora, se não fizer frio e tiver certeza de que não choverá, que não irá comer em um bar, não for fotografar e a bike não for quebrar, uma pochete na cintura já será o suficiente. Obs.: coloque todo o material de viagem em sacos plásticos para protegê-lo da chuva e umidade. Isso evitará que aquela peça de roupa também esteja molhada na hora em que mais você precisa.

Curta o Ciclo Turismo !

Lembre-se: indispensável é o CAPACETE e o respeito às leis de trânsito.  


Rotas do meu município Em:



Caminhos e Circuitos Brasileiros Em:



Maiores Informações Em: